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Google revela pela primeira vez a receita das publicidades do YouTube e o valor não deixa ninguém indiferente

14 anos depois de comprar o YouTube, a Google revelou pela primeira vez os valores gerados pelos anúncios na plataforma de vídeos. Só entre outubro e dezembro de 2019, o YouTube gerou uma receita de aproximadamente 4,5 mil milhões de euros. Sendo que ao longo de todo o ano passado, a plataforma faturou cerca de 13,5 mil milhões de euros apenas com anúncios.

A divulgação das receitas aconteceu durante uma apresentação dos resultados globais da Alphabet. Os dados apresentados pela gigante norte-americana permitiram ainda perceber que os anúncios no portal de vídeos é responsável hoje por quase 10% da faturação anual da empresa-mãe da Google e do YouTube.

No entanto, de acordo com a Alphabet, a maioria das receitas geradas pertence aos criadores do YouTube. Este fator torna mais difícil estimar quanto acaba por se tornar lucro para a empresa. A receita da Alphabet no ano passado soma mais de 146 mil milhões de euros.

De qualquer forma, o facturamento do YouTube em 2019 é nove vezes maior do que a Google pagou pela compra da plataforma há 14 anos. Em 2006, a Google fechou negócio e investiu 1,3 mil milhões de euros no YouTube, que havia sido criado em fevereiro de 2005.

Na altura, a transação foi muito noticiada, pois havia sido a compra mais cara feita pela empresa tecnológica nos seus então oito anos de história. A compra foi realizada através da troca de ações, ou seja, não ocorreu um pagamento em dinheiro. Os donos do YouTube passaram a ter ações que equivaliam ao valor investido pela Google. Quando a negociação foi feita, também foram mantidos os 67 colaboradores do YouTube, entre eles os fundadores Chad Hurley e Steve Chen.

Desde então, o YouTube transformou-se na maior plataforma de vídeos online, com mais de 1,5 mil milhões de utilizadores mensais ativos. A expansão da plataforma deu fama e enriqueceu muitos produtores de conteúdos – a Google partilha parte dos anúncios com quem abastece a plataforma com publicações.

A divulgação das receitas geradas pelos anúncios do YouTube quebrou um silêncio de 14 anos da empresa norte-americana em relação à plataforma. A direção da Alphabet justificou a exposição dos dados como sendo uma forma de melhorar a compreensão dos negócios da empresa e as suas oportunidades.

Para além do facturamento com os anúncios, a empresa também revelou que o YouTube tem hoje 20 milhões de subscritores, a contar com o YouTube Premium e o Music Premium, e 2 milhões de subscritores no serviço de televisão YouTube TV.

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